Curso de Auxiliar Técnico de Radiologia cancelado após intervenção da APIMR

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Na semana passada, e após ter recebido algumas denúncias e chamadas de atenção por parte de alguns sócios, a APIMR resolveu fazer uma exposição às entidades certificadoras do curso “Auxiliar Técnico de Radiologia” que iria ter início no mês de Março, em Lisboa e seria ministrado por uma Escola de Formação Técnica profissional na região de Lisboa.

Após verificar os conteúdos do referido curso e a duração do mesmo (9 meses + estágio garantido) a APIMR decidiu intervir imediatamente e na passada segunda-feira elaborou uma exposição às entidades competentes, alertando para os seguintes aspectos:

 

Enquadramento legal da formação e do exercício profissional ser inexistente;

– O facto de poder estar em risco a segurança dos utentes e profissionais;

– O facto deste curso profissional de 9 meses + estágio não poder substituir uma Licenciatura em nenhuma circunstância;

– A designação Auxiliar Técnico de Radiologia remeter para um passado longínquo mais inqualificado e nada condizente com a realidade actual;

– Foram elucidados sobre o enquadramento legal existente para o exercício da profissão de “Técnico de Radiologia”;

– O facto da designação deste curso e os seus conteúdos programáticos poderem levar a uma desqualificação destes profissionais já existentes e frustrarem as expectativas dos alunos que venham a frequentar os cursos.

– O facto do referido curso poder levar a uma desregulação profissional no mercado de trabalho, levando a menores salários e a piores qualificações, com prejuízo para os utentes e profissionais;

 

 

Como tal a APIMR entrou em contacto com as entidades responsáveis pelo curso e pela sua certificação, no sentido de apelar à suspensão da realização do mesmo.

Hoje, Quinta-feira dia 23/02/2017, verificamos que o curso já não estava disponível no site e fomos informados oficialmente que foi proposta a revogação do estatuto de entidade formadora certificada da referida entidade.

Com este desfecho, estamos em querer que a nossa acção contribuiu para a defesa das nossas profissões impedindo que semelhante curso fosse para diante. Cursos como este constituem um retrocesso profissional a que a nossa Associação não podería assistir de braços cruzados. A existência deste curso poderia deitar por terra todo os esforço que os profissionais da Radiologia, Radioterapia, Medicina Nuclear e Imagem Médica e Radioterapia, fazem diariamente por uma maior valorização e afirmação profissional, sendo detentores de uma Licenciatura. Outros grupos profissionais nos têm tentado “empurrar” para esse campo de curso profissional, mas tal não podemos permitir, temos de elucidar e demonstrar que o nosso grau académico para o exercício da profissão é de Licenciatura e que temos valor.

 

Colegas, temos de estar atentos a mais situações como estas e apelamos que nos informem de situações semelhantes no futuro. Tivemos a prova que o movimento associativo vale a pena, sobretudo quando as suas causas e ideais são justos.

Apelamos a que se façam sócios de modo a termos mais força perante situações como estas no futuro.

A Direcção Nacional

 

 

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