APIMR envia contributos à DGS

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A Associação Portuguesa de Imagiologia Médica e Radioterapia (APIMR), associação profissional que representa profissionais Licenciados em Imagem Médica e Radioterapia, Medicina Nuclear, Radiologia e Radioterapia, enviou contributos à Direção Geral de Saúde relativamente ao documento em consulta pública “Estratégia Nacional de Luta contra o cancro 2021-2030”.

 

A APIMR, após discussão alargada decidiu contribuir com estas propostas de melhoria do documento de estratégia de luta contra o cancro, adaptando-o melhor à realidade e estado de arte atuais.

O documento na íntegra pode ser consultado AQUI

Deixamos algumas notas prévias abaixo:

 

  • Necessidade de foco no diagnóstico precoce através de novos rastreios

 

A APIMR concorda com a generalidade de rastreios Imagiológicos existentes como o caso do rastreio do cancro da Mama, da sua estratégia e periodicidade.

Mas é também do nosso entendimento haver uma estratégia de alargamento destes rastreios de modo ao diagnóstico ser cada vez mais atempado e o tratamento, ter maiores probabilidades de sucesso. Falamos de rastreios como da Ecografia Mamária, Rastreio de Ecografia Hepática e Rastreio pulmonar através de TAC Pulmonar de baixa dose.

 

 

  • Necessidade de foco no tratamento de Radioterapia de última geração

 

A APIMR reforça a necessidade de renovar o parque de equipamentos de Radioterapia existentes, de modo a haver uma melhor qualidade no tratamento e menor risco de efeitos secundários.

 

  • A evolução académica e científica dos Técnicos Superior de Diagnóstico e Terapêutica – Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear

 

A APIMR entende que é de primordial importância toda esta sinergia e colaboração entre os diferentes profissionais do SNS e que esta será cada vez mais forte e robusta se todos os profissionais tiveram a oportunidade de colaborar de modo a atingirem o seu maior potencial.

Estas profissões da área da Imagiologia Médica foram seguindo o seu percurso ao longo dos anos, o que com a evolução tecnológica dos procedimentos de diagnóstico e terapêutica até aos dias de hoje, resultou num perfil profissional diferenciado e devidamente regulamentado (Decreto-Lei 320/99 e Decreto-Lei 111/2017), sendo necessário uma formação de nível superior – Licenciatura (Portaria 413-A/98 e Portaria 505-D/1999) – para se poder ter acesso a cédula profissional emitida pela ACSS (órgão regulador) e consequente exercício profissional (Decreto-Lei 261/93 e Decreto-Lei 564/99).

 

 

  • O contributo multidisciplinar destes profissionais para a evolução do SNS e os novos desafios

 

As profissões de diagnóstico e terapêutica têm-se revelado, sobretudo nos últimos anos, como profissões chave para o funcionamento do SNS. A crise pandémica e a crescente procura de exames de diagnóstico e tratamentos oncológicos levaram a que estes profissionais fossem testados em todo o seu potencial. Relatórios da OCDE referiam-já em 2016 quanto à necessidade de haver ajustamento dos papéis destes profissionais às suas reais capacidades, já que nos relatórios PIIAC de 2011-12 eles reportavam ter excessivas qualificações para o seu trabalho e se sentiam desvalorizados. Ou seja, têm competências e capacidades para fazer mais e assumir outros papéis mais diferenciados.

 

 

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