A análise das cédulas profissionais emitidas pela ACSS — atualmente acessíveis através do registo público disponível em https://sgps.min-saude.pt/tdt/public-registry — referentes a fevereiro de 2026, evidencia um padrão estrutural particularmente expressivo de sobreposição entre Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear. No centro desta distribuição destaca-se um núcleo comum de 1 124 profissionais, detentores de cédulas nas três áreas em simultâneo, refletindo de forma clara a interligação funcional e a convergência de competências entre estas disciplinas.
Observando os segmentos exclusivos, identificam-se 426 profissionais exclusivamente em Medicina Nuclear, 708 exclusivamente em Radioterapia e 5 490 exclusivamente em Radiologia. Estes números reforçam o papel da Radiologia como base dominante nos pedidos de emissão de cédulas profissionais, funcionando, na prática, como eixo estruturante do universo das habilitações.
As interseções complementam esta leitura: 79 profissionais partilham Medicina Nuclear e Radiologia (sem Radioterapia), 84 combinam Radioterapia e Radiologia (sem Medicina Nuclear) e apenas 5 profissionais surgem simultaneamente em Medicina Nuclear e Radioterapia (sem Radiologia). Num contexto marcado por alterações relevantes na arquitetura formativa destas profissões ao longo dos últimos anos, estes dados justificam uma reflexão aprofundada sobre os modelos de qualificação, reconhecimento profissional e organização das cédulas.
A interpretação deste cenário assume particular relevância para a compreensão dos desafios futuros em matéria de regulação, planeamento estratégico e valorização das profissões da área da Imagiologia Médica e Radioterapia no sistema de saúde.








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